Sempre que você comprar um pacotinho de castanhas do pará, vai estar contribuindo pra conservação da floresta amazônica. Isso mesmo.
De acordo com uma análise do blog Serious Eats, o Brasil exporta 40000 toneladas desse produto anualmente, desde 1980. Só que a castanha, pra dar boa produção, não pode ser cultivada "intensamente", ou seja, ela cresce na própria floresta. E pra ter bons índices produtivos, há de se conservar as outras plantas e árvores ao redor, pra que as altíssimas e centenárias árvores de castanha consigam produzir bons "frutos".
Achamos aí portanto um uso amigável da Floresta Amazônica, bom pra quem vive lá, e bom pra floresta.
As castanhas crescem dentro de cascas chamadas cocos, em grupos de mais ou menos 15. Uma árvore derruba em torno de 500 cocos por safra, que são coletados pelos produtores do chão da floresta.
Fonte: Serious Eats
29 julho 2011
25 julho 2011
Let's donate
Coloquei o banner do programa mundial de alimentação da ONU, ali no topo do blog. O WFP agora concentra seus esforços no "Chifre da África", onde a fome está assolando milhares de pessoas. QUALQUER quantia é bem vinda, não há limite mínimo. Você pode doar ainda mensalmente ou uma vez somente. Vamos usar o poder de propagação das redes sociais pra uma causa boa desta vez! Clica lá!
24 julho 2011
Agricultura em Primeiro Lugar
Vejam que legal os infográficos da Farming First, chamado Green Economy, que responde a perguntas intrigantes que têm que ser feitas hoje em dia:
1 - Como vamos alimentar gerações futuras?
2 - Como podemos reduzir a pobreza no mundo?
3 - Por que a agricultura é importante para a economia "verde"?
4 - Onde investimos para construir a economia verde?
5 - Como construímos uma cadeia de suprimentos mais sustentável?
6 - Como coordenamos sustentabilidade ambiental com viabilidade econômica?
Excelente iniciativa para tentar achar soluções pros problemas acima, e conscientizar os leitores com o display gráfico fácil e esclarecedor..
1 - Como vamos alimentar gerações futuras?
2 - Como podemos reduzir a pobreza no mundo?
3 - Por que a agricultura é importante para a economia "verde"?
4 - Onde investimos para construir a economia verde?
5 - Como construímos uma cadeia de suprimentos mais sustentável?
6 - Como coordenamos sustentabilidade ambiental com viabilidade econômica?
Excelente iniciativa para tentar achar soluções pros problemas acima, e conscientizar os leitores com o display gráfico fácil e esclarecedor..
18 julho 2011
Let's put the food first!
Olha este vídeo "teaser" do Banco Mundial, sobre a fome. Já se imaginou vivendo com US$ 1.25 (ou menos) por dia? Há 1 bilhão de pessoas nesta situação no mundo.
12 julho 2011
E os agricultores? Ganham bem?
A figura abaixo mostra o quanto de 1 dólar gasto em comida volta pro produtor agrícola, em média (dados do USDA, EUA).
Isso quer dizer que menos de 16 centavos de dólar vão chegar efetivamente ao bolso dos produtores rurais, pra cada dolar gasto pelos americanos. A figura aqui não deve diferir muito. Há muitos interceptadores que acabam recebendo o grosso do lucro com a venda de produtos agrícolas e derivados. O que podemos fazer pra eliminar essas barreiras? Comprar direto do produtor, ou em feiras livres, por exemplo. Já é um começo. Mais alguma idéia?
Fonte: Fooducate
Isso quer dizer que menos de 16 centavos de dólar vão chegar efetivamente ao bolso dos produtores rurais, pra cada dolar gasto pelos americanos. A figura aqui não deve diferir muito. Há muitos interceptadores que acabam recebendo o grosso do lucro com a venda de produtos agrícolas e derivados. O que podemos fazer pra eliminar essas barreiras? Comprar direto do produtor, ou em feiras livres, por exemplo. Já é um começo. Mais alguma idéia?
Fonte: Fooducate
07 julho 2011
Arco-íris no prato!
Olha que interessante. De acordo com as cores dos alimentos que comemos, geralmente estamos ingerindo os seguintes nutrientes, ilustrados nesse infrogáfico interessante:
Fonte: Healthy Times Blog
Fonte: Healthy Times Blog
03 julho 2011
Como alimentar 7 bilhões de pessoas?
A população mundial só faz crescer, ao mesmo tempo que a produtividade agrícola não consegue acompanhar o passo, e quando muito, mantém os índices dos anos anteriores. Resultado: alta de mais de 28% no preço dos alimentos em 2010, protestos e reveliões no norte da África e no Oriente Médio. O Jornal The Globe and Mail perguntou então a 18 dos maiores pensadores no campo (conselheiros de governo CEOs, etc) para suas idéias (tanto grandes quanto pequenas, simples) pra resolver a crise de alimentos.
Veja aqui a reportagem inteira. Algumas das soluções apresentadas são:
- Tornar a agricultura uma atividade atrativa (diminuir o "gap" técnico entre pequenos e grandes produtores)
- Taxar (com impostos) alimentos não saudáveis nos países desenvolvidos, para diminuir seu consumo e desestimular sua produção, livrando a terra para o cultivo de alternativas mais saudáveis
- Previsões de catástrofes climáticas mais eficientes e planos de contingência incisivos
- Incentivar a diversidade da produção, para preservar o solo.
E você, tem mais alguma idéia?
29 junho 2011
Food for thought
Você sabia que existe 1 milhão de formigas no planeta pra cada ser humano? Bastante né? Apesar disso, acho mais chocantes os números abaixos, referentes a animais que comemos no dia a dia. 52 BILHÕES de frangos. Onde isso vai parar?
Fonte: FAO
Fonte: FAO
24 junho 2011
A América Latina tem a receita para acabar com a crise dos alimentos?
Um relatório do Banco Mundial destacou a América Latina como região com potencial pra resolver a crise de alimentos devido aos seus recursos naturais abundantes - terra, água, e expertise agrícola. A região conhecida como LAC (Latin America & Caribbean) é responsável por mais de um terço das exportações de milho mundiais, 52% da soja, 44% da carne, e 42% da carne de frango.
Até alguns países da lAC que são importadores líquidos de alimentos tem vantagem comparativa em outros tipos de produção agrícola (por exemplo, América Central com café). Portanto, a região tem todos os ingredientes para se tornar um ator chave nos mercados mundiais de alimentos, segundo o relatório. Primeiro, há a terra, 28% das terras mundiais propensas a expansão sustentável (potencial agro-ecológico, e densidade menor que 25/hectare). Nisso, a região só perde pra África, que tem 45% dessas terras. Além disso, essas terras da LAC são muito acessíveis, a apenas uma média de 6 horas de viagem para o mercado mais próximo.
Segundo, a LAC tem políticas de suporte e incentivos, obtidas depois de décadas de reformas. Terceiro, a LAC tem um expertise de primeira linha em agricultura, fazendo de seus países líderes na "revolução da comida". O relatório aí cita o Brasil, que em três decadas tornou sua região menos produtiva (o cerrado), num dos celeiros agrícolas mundiais. Esta posição única permitiu ao Brasil fazer uma aliança Sulista com a África, para ajudar seus países a melhorar sua produtividade agrícola.
Mas, a região ainda precisa investir em mais Pesquisa e Desenvolvimento. Com exceção de Brasil e Uruguai, os países investem 1% do GDP agrícola em pesquisas, enquanto que o dobro disso é considerado o desejável para países em desenvolvimento. A distribuição ainda é fonte de problemas na região, pois os custos de manuseio, estocagem e transporte de alimentos coloca um preço premium nas prateleiras pro consumidor final. O Banco Mundial estima que os custos logísticos na América Latina são de 16 a 26% do GDP, enquanto que nos países desenvolvidos é de 9%. A infra estrutura deficiente não é somente custo pros exportadores, mas nas importações também. Num exemplo dessa distorção, um estudo apontou que fica mais barato transportar milho dos EUA pra Nicarágua (incluindo transporte terrestre, marítimo e logística) do que movimentar o milho que acaba de chegar no seu porto dentro do pequeno país.
Portanto, o relatório recomenda que para abaixar os custos ao consumidor e maximizar a contribuição da região para o fornecimento mundial de alimentos, a América Latina claramente tem que fazer muitas tarefas para diminuir seus custos de distribuição.
Fonte: World Bank
Até alguns países da lAC que são importadores líquidos de alimentos tem vantagem comparativa em outros tipos de produção agrícola (por exemplo, América Central com café). Portanto, a região tem todos os ingredientes para se tornar um ator chave nos mercados mundiais de alimentos, segundo o relatório. Primeiro, há a terra, 28% das terras mundiais propensas a expansão sustentável (potencial agro-ecológico, e densidade menor que 25/hectare). Nisso, a região só perde pra África, que tem 45% dessas terras. Além disso, essas terras da LAC são muito acessíveis, a apenas uma média de 6 horas de viagem para o mercado mais próximo.
Segundo, a LAC tem políticas de suporte e incentivos, obtidas depois de décadas de reformas. Terceiro, a LAC tem um expertise de primeira linha em agricultura, fazendo de seus países líderes na "revolução da comida". O relatório aí cita o Brasil, que em três decadas tornou sua região menos produtiva (o cerrado), num dos celeiros agrícolas mundiais. Esta posição única permitiu ao Brasil fazer uma aliança Sulista com a África, para ajudar seus países a melhorar sua produtividade agrícola.
Mas, a região ainda precisa investir em mais Pesquisa e Desenvolvimento. Com exceção de Brasil e Uruguai, os países investem 1% do GDP agrícola em pesquisas, enquanto que o dobro disso é considerado o desejável para países em desenvolvimento. A distribuição ainda é fonte de problemas na região, pois os custos de manuseio, estocagem e transporte de alimentos coloca um preço premium nas prateleiras pro consumidor final. O Banco Mundial estima que os custos logísticos na América Latina são de 16 a 26% do GDP, enquanto que nos países desenvolvidos é de 9%. A infra estrutura deficiente não é somente custo pros exportadores, mas nas importações também. Num exemplo dessa distorção, um estudo apontou que fica mais barato transportar milho dos EUA pra Nicarágua (incluindo transporte terrestre, marítimo e logística) do que movimentar o milho que acaba de chegar no seu porto dentro do pequeno país.
Portanto, o relatório recomenda que para abaixar os custos ao consumidor e maximizar a contribuição da região para o fornecimento mundial de alimentos, a América Latina claramente tem que fazer muitas tarefas para diminuir seus custos de distribuição.
Fonte: World Bank
19 junho 2011
Organic - Mart?
O Wal-Mart pediu aos seus fornecedores para que eles o ajudem a oferecer mais alimentos orgânicos. Isso mesmo. E isso fez com que alguns dos maiores produtores alimentícios americanos corresse atrás de versões orgânicas para seus "best sellers" (como a Kraft - macaroni & cheese, e a Kellogg`s - Cereais).
O Wal-Mart concluir que vender mais produtos orgânicos vai modernizar sua imagem e aumentar seu apelo a consumidores urbanos e atuais. Esse interesse é capaz de mudar a indústria de orgânicos no país, talvez no mundo, dado o tamanho do poder de compra da gigantesca cadeia de supermercados.
Alguns produtores orgânicos aplaudiram a iniciativa, dizendo que os esforços da cadeia vão aumentar substancialmente a área dedicada a produtos orgânicos e a quantidade desses produtos disponível para o público,
Mas outros dizem que isso vai acabar prejudicando os produtores orgânicos, vai abaixar os padrões para caracterização de orgânicos e irão ainda diminuir os benefícios ambientais da agricultura orgânica. Alguns nutricionistas falam ainda em "desculpa" pra se vender porcarias, colocando um nome moderno na embalagem.
A cadeia ainda diz que pretende vender produtos orgânicos por apenas 10% a mais que o valor dos comuns (o normal é de 20 a 30%). A cadeia de orgânicos ainda é 2.4% do comércio total de alimentos nos EUA< ela vem crescendo de 15% por ano nos últimos 10 anos. A Agricultura Orgânica surgiu nos anos 70 como reação às fazendas de larga escala que confinavam animais e aumentavam discriminadamente o número de pesticidas e fertilizantes químicos nas suas produções. Muitos que a defendem, consideram a agricultura prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana.
Fonte: NY Times
O Wal-Mart concluir que vender mais produtos orgânicos vai modernizar sua imagem e aumentar seu apelo a consumidores urbanos e atuais. Esse interesse é capaz de mudar a indústria de orgânicos no país, talvez no mundo, dado o tamanho do poder de compra da gigantesca cadeia de supermercados.
Alguns produtores orgânicos aplaudiram a iniciativa, dizendo que os esforços da cadeia vão aumentar substancialmente a área dedicada a produtos orgânicos e a quantidade desses produtos disponível para o público,
Mas outros dizem que isso vai acabar prejudicando os produtores orgânicos, vai abaixar os padrões para caracterização de orgânicos e irão ainda diminuir os benefícios ambientais da agricultura orgânica. Alguns nutricionistas falam ainda em "desculpa" pra se vender porcarias, colocando um nome moderno na embalagem.
A cadeia ainda diz que pretende vender produtos orgânicos por apenas 10% a mais que o valor dos comuns (o normal é de 20 a 30%). A cadeia de orgânicos ainda é 2.4% do comércio total de alimentos nos EUA< ela vem crescendo de 15% por ano nos últimos 10 anos. A Agricultura Orgânica surgiu nos anos 70 como reação às fazendas de larga escala que confinavam animais e aumentavam discriminadamente o número de pesticidas e fertilizantes químicos nas suas produções. Muitos que a defendem, consideram a agricultura prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana.
Fonte: NY Times
Assinar:
Postagens (Atom)





