Help those suffering in the Horn of Africa

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18 setembro 2011

Global Grocer

Oi pessoal, me desculpem por ter sumido. Quero deixar como presente esse site espetacular (infelizmente somente em relacao aos alimentos consumidos nos EUA). Ele simplesmente mostra ao consumidor de onde provavelmente veio cada alimento que ele consome diariamente, desde os vegetais e frutas, ate produtos de prateleira mesmo. Nota-se como as importacoes de alimentos sao uma constante e em muitos casos (especialmente pra frutas tropicais), elas sao a esmagadora maioria.

Entrem e naveguem, recomendo muito!

29 julho 2011

Castanha do Pará é amiga do meio ambiente

Sempre que você comprar um pacotinho de castanhas do pará, vai estar contribuindo pra conservação da floresta amazônica. Isso mesmo.


 De acordo com uma análise do blog Serious Eats, o Brasil exporta 40000 toneladas desse produto anualmente, desde 1980. Só que a castanha, pra dar boa produção, não pode ser cultivada "intensamente", ou seja, ela cresce na própria floresta. E pra ter bons índices produtivos, há de se conservar as outras plantas e árvores ao redor, pra que as altíssimas e centenárias árvores de castanha consigam produzir bons "frutos".

Achamos aí portanto um uso amigável da Floresta Amazônica, bom pra quem vive lá, e bom pra floresta.
As castanhas crescem dentro de cascas chamadas cocos, em grupos de mais ou menos 15. Uma árvore derruba em torno de 500 cocos por safra, que são coletados pelos produtores do chão da floresta.


Fonte: Serious Eats

13 maio 2011

Ninguém quer estar nesta lista..

O Jornal the Guardian, do Reino Unido, publicou uma lista de países que são os mais vulneráveis às mudanças climáticas no futuro (os menos preparados, portanto). Clique no mapa para ir ao tamanho original.



Todos os países apresentam grande densidade populacional, alto nível de pobreza, e dependência de áreas agricultoras susceptíveis a enchentes e secas.. Já os países com menor vulnerabilidade a mudanças no clima, são em sua maioria europeus (Noruega, Suécia, Finlândia). E os países com risco médio mostram algumas surpresas: Rússia, EUA, Alemanha e Reino Unido. A segurança alimentar e social destes países está em risco, em sua maioria pela probabilidade alta de grandes áreas sucumbirem à seca nas próximas décadas.

09 dezembro 2010

The Story of Stuff

Vídeo excelente (com legenda em português) sobre o consumismo excessivo, desnecessário e as consequências disso tudo. Tem 20 min mas no site do projeto o vídeo é dividido em capítulos, então pode se separar o tempo.. Vale a pena!


 


02 dezembro 2010

Fair trade?


           Apesar de sabermos que fair trade garante que pequenos produtores recebam um preço mínimo "justo" para se sustentar, um relatório do Institute of Economic Affairs (IEA), mostrou que os requisitos do Fair Trade  podem refletir os desejos dos consumidores mais ricos e não a real necessidade dos produtores. O relatório acusa especialmente a agência de Fair Trade por ela ter recusado trabalho infantil e introdução de organismos geneticamente modificados, sugerindo que essas recusas tenham mais a ver com o ideologismo dos consumidores ocidentais do que as necessidades reais dessas pessoas.
           Comentou-se também que companhias como Starbucks, por sua escala, ao terem optado por comprarem mesmo que uma ínfima percentagem de seu café de pequenos produtores, deu mais resultados que as iniciativas de fair trade coffee no mundo.
           A Fairtrade Foundation se defendeu dizendo que a análise feita foi parcial, e que é incorreto afirmar que o Fair trade não oferece uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. Ressaltaram ainda que em Mali, os produtores de algodão fair trade ganham 50% mais que os convencionais, e 95% de seus filhos vão para a escola porque suas comunidades agrícolas recebem mais dinheiro. O Grupo Fairtrade já conseguiu assinar contrato com a Cadbury's no Reino Unido, e ainda conseguiu que todo espresso vendido pela Starbucks naquele país fosse oriundo de fair trade coffee.          O IEA é uma agência thinktank, livre de partidários políticos, e não foi a primeira vez que criticou a Fairtrade Foundation. Ela ainda questionaram se todo o adicional que é pago por um consumidor pelo produto fair trade realmente chega ao produtor de origem.


Fonte: The Guardian

23 novembro 2010

Futuro sustentável

Vejam esse vídeo inspirador (tem legenda em português) do Alex Steffen, fundador da worldchanging, uma organização de mídia sem fins lucrativos com sede em Seatlle, WA - EUA. Até o Lula é mencionado! São Paulo, favelas do RJ, life straw, tudo mereceu crédito... Vale a pena ver.




Fonte: TED

18 novembro 2010

"Climate-Smart" Agriculture

        
         Estimativas mostram que a população mundial vai crescer dos atuais 6.7 bilhoes para 9 bilhoes até 2050, com o maior crescimento ocorrendo no sul da Ásia e na África Subsaariana, regiões de extrema pobreza. A FAO estima que alimentar a população mundial vai exigir um crescimento de 70% no total da produção agrícola atual.
         Tendo em vista este cenário, a FAO publicou o estudo "Climate-Smart Agriculture", onde discorre sobre os 10 pontos abaixo, considerados essenciais para um suprimento de alimentos seguro para a população que está por vir.


1) A agricultura nos países em desenvolvimento devem passar por uma transformação significante para conseguir lidar com os desafios da segurança alimentar e mudanças climáticas.
2) Práticas eficientes em relação ao clima já existem e podem ser implementadas em sistemas agrícolas de países em desenvolvimento
3) Adotar uma abordagem ecosistemática, trabalhar de acordo com a região e assegurar a cooperação e coordenação inter-setorial é crucial para respostas às mudanças climáticas.
4) Investimentos razoáveis são necessários para suprir dados e conhecimentos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, metodologias;  e conservação e produção de variedades e cruzamentos.
5) Apoio institucional e financeiro vai ser necessário para possibilitar a milhares de pequenos produtores para fazer a transição para  a "climate-smart agriculture"
6) Fortalecer as capacidades institucionais será necessário para melhorar a disseminação de informação e coordenação de grandes áreas e números de fazendeiros.
7) Uma maior consistência entre políticas de agricultura, segurança alimentar e mudanças climáticas deve ser buscada em níveis nacional, regional e internacional.
8) Os financiamentos disponíveis hoje em dia são insuficientes para lidar com os desafios de mudança climática e segurança alimentar enfrentados pelo setor agrícola atualmente.
9) Financiamento do setor público e privado devem ser sinergisticamente combinados para satisfazer os requerimentos do setor agrícola.
10) Mecanismos de financiamento vão ter que levar em consideração fatores específicos de cada setor.

Leia a publicação em sua íntegra (em inglês) aqui.

Fonte: FAO

04 novembro 2010

Consumo mundial de carne per capita

           Olhem só que interessante esse mapa sobre o consumo de carne mundial. Observem que os maiores consumidores estão EUA, Austrália e Nova Zelândia (por tradição, também grandes exportadores de carne), porém temos uma surpresa... Luxemburgo consome mais carne per capita do que os EUA..
Brasil está à frente de países como Holanda, Finlândia, Suíça, porém atrás de Argentina, Kuwait, República Tcheca, e outros.
            O mapa fica mais fácil de visualizar em sua página original, clique em cima e ele aumenta de tamanho.
           Como era de se esperar, os últimos no ranking são países da África, que não conseguem pagar para comer carne todos os dias, e logicamente Índia, que por razões religiosas não consome carne vermelha. (Em teoria - eu já presenciei indianos comendo carne - e muita - aqui no Brasil).






Fonte: Chartsbin  e FAO 

20 outubro 2010

"Comendo" o planeta



A WWF e a revista GOOD criaram um infográfico que mostra quantos planetas seriam necessários (em termos de recursos) se a população do mundo inteiro consumisse, por exemplo, uma dieta italiana , americana (quase 4 planetas), malasiana.

O que é interessante é que o estudo foi feito levando-se em conta fatores como terras destinadas à produção de alimentos, combustíveis, pasto, florestas, áreas de produção de peixes, carbono, terras destinadas à preservação da biodiversidade. Veja também as diferenças da dieta da Malásia e dos EUA em termos de fontes de energia (consumo de açúcar e raízes, por exemplo).

Dentro de um período de tempo, nosso planeta produz recursos finitos. árvores, alimentos, oxigênio, são criados em uma velocidade balanceada. Se consumimos mais do que é produzido, nós começamos a afetar a capacidade do planeta de auto renovar seus recursos.

Fonte: WWF

14 outubro 2010

Fome no Brasil e no mundo

De acordo com o reporte do Global Hunger Index que saiu dia 11 de outubro, o Brasil está dentre os países cuja percentagem da população que passa fome declinou mais de 50%, em comparação com 1990. Um grande avanço pro Brasil, Turquia, Kuwait e México também. Mas notemos que isso não quer dizer que as pessoas estão bem hoje em dia. Ainda há muito a ser feito. Mas o primeiro passo já foi dado. Agora elas têm comida pra poder desempenhar funções básicas, quem sabe trabalhar e assim almejar subir mais posições...


Fonte: The Economist

08 agosto 2010

" Locavore " - a importância de consumir produtos locais

Hellmann’s - It’s Time for Real from CRUSH on Vimeo.




Este é um vídeo excelente sobre a quantidade absurda de alimentos que o Canadá atualmente importa. Garanto que se cada país fizesse o seu similar, estariamos mais conscientes do grande " nonsense " que tomou conta da cadeia de produção de alimentos no mundo. As coisas estão tão fora de lugar que importamos produtos que poderíamos produzir localmente de maneira beeem eficiente.. (vide os pepinos, maçãs, pêras, blueberries, que os canadenses estão importando).

E o impacto disso? Além de perder a "capacidade" de produzir seu próprio alimento, as comunidades terão sua economia enfraquecida, e o impacto (carbon footprint) de alimentos produzidos far far away... é absurdo, desnecessário, e como consequência, os pequenos fazendeiros ficam sem fonte de renda, obrigados a se sujeitar ao que as grandes corporações determinam, e sob suas regras.

Eu concordo em gênero, número e grau com o vídeo: SEMPRE que possível, escolha o produto local. Fortaleça a sua economia. Todos sabemos que se a demanda aumenta, a produção vai aumentar. Portanto, vamos prestigiar os nossos produtores primeiro. SEMPRE.

Mais fatos sobre produção de carne

Não, eu não sou vegetariana, e muito menos quero convencer quem ler estes posts a se tornar vegetariano. Estou apenas expondo os fatos e quero discutir aqui a magnitude do impacto que a produção de carne tem no planeta. Aposto que muitos de nós (incluindo eu mesma) nem fazíamos idéia da maioria deles.. O bom da internet é isso.. ela divulga rapidinho essas pesquisas interessantes que vem sendo publicadas... a maioria comparando uma coisa com outra.. Eu gosto desse tipo de pesquisa.

Por exemplo, um estudo recentemente publicado da Stanford Univeristy, deu conta de que:
  • Mais de 1.7 Bi de animais estão atualmente sendo produzidos para consumo humano, ocupando mais de 1/4 da área terrestre (!!)

  • A produção de comida para estes animais ocupa 1/3 do total de terras aráveis do planeta.

    • A produção de carne, incluindo produção e transporte de grãos para o consumo dos animais, responde sozinha por 17% da emissao de gases do efeito estufa.

    Aqui está um link para o estudo. De novo, ninguém aqui está falando para que se pare de comer carne. Muito pelo contrário, como o próprio estudo cita, um experimento com crianças quenianas confirmou uma associação positiva entre o consumo de carne e crescimento físico, boa performance escolar e funções conigtivas. Por outro lado, como todo mundo sabe, o excesso de consumo de carne e seus derivados é ligado a doenças do coração e outros...Enfim, não é o consumo de carne que é o problema, mas sim os meios de produção.


    Estudos também associam o consumo de carne ao desenvolvimento econômico do país. Ou seja, como sabemos, os países do ocidente e do hemisfério norte são os maiores consumidores atualmente. Porém, como já expressei em outro post, os chineses estão a todo vapor. Imagina só quando todos eles, ou vamos chutar, 70% deles, resolver comer um bifinho no almoço e outro no jantar? Não quero nem pensar...

    Clique aqui também para um interessante infográfico sobre os maiores - e os menos expressivos - consumidores de carne no planeta. Os dinamarqueses lideram o consumo, com quase 146 Kg carne /ano e, dentre os que menos comem proteína, quem lidera é a Serra Leoa, comendo apenas em torno de 6kg carne/ano. Interessante são as analogias que o site faz para imaginar o que significam esses números... Entre lá e confira!