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05 agosto 2011

Eat this, not that

O jornalista David Zinczenko, autor do livro "Eat This, Not That", fez uma análise dos piores alimentos disponíveis hoje em dia pra consumo. Veja as descobertas, listadas pelo jornal O Globo:


Nuggets: A receita original, que une frango, pão e óleo, já não existe há tempos nas lanchonetes. O nugget industrializado tem pelo menos 20 ingredientes (alguns chegam a ter 35), entre eles água, dextrose, óleo de girassol, conservantes, açúcar e fosfato de sódio. Em um único pedaço, é possível encontrar a carne de pelo menos sete galinhas diferentes.

Sanduíche de salame: A maioria das carnes processadas vendidas em lanchonetes e grandes redes de fast-food tem a mistura de porco e carne para baratear seu custo. O salame, principalmente o de baixa qualidade, costuma ser feito de restos do boi, geralmente sobras de músculo, coração e tripa. Uma fatia de salame costuma ter cerca de 15 ingredientes e muito, mas muito sal. Também contém nitrito e nitrato de sódio, conservantes considerados cancerígenos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Hambúrguer: Estes pedaços de carne estão cada vez mais contaminados graças à produção em larga escala, que aumenta a proliferação de bactérias nas fábricas. Muitas companhias utilizam a amônia na carne para evitar a proliferação de E.coli e salmonella, duas bactérias que causam intoxicação alimentar. O problema é que acabamos ingerindo carne com detergente. Um outro alerta: nos Estados Unidos, estudos já demonstraram que um único hambúrguer tem pedaços de pelo menos 100 bois.

Sanduíches feitos com pão integral: Não caia nesta pegadinha. A maioria dos pães integrais nas redes de fast-food tem menos de 2% de grãos integrais, ou seja, não são nada saudáveis. Além disso, contém substâncias que não são encontradas nos pães caseiros, como o sulfato de amônia, o sulfato de cálcio e o xarope de milho de alta frutose. Em uma pesquisa na rede Subway americana, Zinczenko descobriu que a coloração escura de alguns pães não era por causa dos grãos integrais. A rede utilizava um corante caramelo para deixar as fatias com uma cara mais saudável.

Balas coloridas: O excesso de corantes nas balas e nos chocolates com casquinhas coloridas é péssimo para as crianças. Um estudo publicado no jornal científico 'Lancet', mostra que eles podem aumentar a hiperatividade e os problemas de comportamento nos pequenos. Além disso, são riquíssimos em açúcar. Um pacote pequeno de bala, por exemplo, pode conter mais açúcar do que duas barras de chocolate.

Salgadinhos e batatas chips: O típico salgadinho industrializado contém nada menos do que 39 ingredientes. Destes, apenas três são encontrados no supermercado: a batata, o queijo e o óleo de soja. A maioria tem gordura hidrogenada e glutamato monossódico (MSG), usado para realçar o sabor e estimular o apetite. Estudos ligam o glutamato a enxaquecas, alergias, irritabilidade, tonteiras e até dores no peito.

 Fonte: O Globo

23 maio 2011

Por que "empanados de frango" não são um bom negócio pra você


O Blog Fooducate mostrou a lista de ingredientes de um alimento que teoricamente, só levaria frango, ovos, farinha de rosca e óleo de fritura. Preste atenção na lista abaixo, de uma grande rede de fast food norte americana (nomes são dispensáveis a essa altura do campeonato).


White boneless chicken, water, food starch-modified, salt, seasoning [yeast extract, salt, wheat starch, natural flavoring (botanical source), safflower oil, dextrose, citric acid], sodium phosphate, natural flavor (botanical source). Battered and breaded with: water, enriched flour (bleached wheat flour, niacin, reduced iron, thiamin mononitrate, riboflavin, folic acid), yellow corn flour, bleached wheat flour, food starch-modified, salt, leavening (baking soda, sodium acid pyrophosphate, sodium aluminum phosphate, monocalcium phosphate, calcium lactate), spices, wheat starch, dextrose, corn starch. Prepared in vegetable oil (Canola oil, corn oil, soybean oil, hydrogenated soybean oil with TBHQ and citric acid added to preserve freshness). Dimethylpolysiloxane added as an antifoaming agent.

 Bom, acho que esse post é auto explicativo, certo?

Fonte: Fooducate

21 abril 2011

Batata Frita sustentável: nova tacada do McDonald's




 A maioria das pessoas que vai comer um número no Mc nem pensa de onde veio o hamburguer, a batata, tomate, picles, etc.  Mas aparentemente, o Mc Donalds pensa. Eles anunciaram recentemente um Compromisso com o manejo da terra sustentável, para que trabalhem com seus fornecedores de maneira a garantir que seus produtos brutos (carne, frango, café, óleo vegetal e embalagens) venham de fontes sustentáveis.

Em parceria com a WWF, as 5 categorias acima foram escolhidas como ponto de partida pro programa. A principal prioridade do Mc agora é "limpar" sua cadeia de suprimentos de carne. A empresa reconheceu que a produção de carne tem um impacto monumental no meio ambiente, e eles têm papel importante pra reduzir este impacto, dado o volume que comercializam. Em termos práticos,  eles vão rastrear e ajudar a reduzir as emissões de CO2 de fazendas, e desenvolver um programa para certificar carne sustentável na região Amazônica, e certificar que nenhum suprimento vem de áreas de deflorestamento.
 
Em seguida, vem a cadeia do frango, e mais especificamente, o impacto da ração das aves (que leva muita soja), e mais uma vez, o deflorestamento de regiões amazônicas para cultivo da soja. A empresa ainda pretende comprar todo seu óleo de palma de fontes certificadas sustentáveis até 2015.

Em tempo: lembram do movimento que o GreenPeace fez contra a Nestlé, quando descobriu que ela estava comprando palma de produtores que desmatavam as florestas asiáticas? A empresa atacou um produto de renome, o Kit Kat, para conseguir alarmar os consumidores. A Nestlé reconheceu a falha e se desculpou com o público. Veja toda a história aqui.


Logicamente que não podemos esperar que o Mc sirva, daqui pra frente, suco de laranjas orgânicas, carne de gado criado a pasto, tomates sem pesticidas e etc. Se vc quer isto, procure outro restaurante pra comer. Mas esse é um avanço enorme, dado que eles são grandes influenciadores na cadeia (tanto no bom comportamento de milhares de fornecedores, quanto ao levar consigo outras cadeias de restaurantes competidoras).

Fonte: Fast Company

09 dezembro 2010

The Story of Stuff

Vídeo excelente (com legenda em português) sobre o consumismo excessivo, desnecessário e as consequências disso tudo. Tem 20 min mas no site do projeto o vídeo é dividido em capítulos, então pode se separar o tempo.. Vale a pena!


 


08 novembro 2010

A verdade sobre o hamburguer que não apodrece

          O blogueiro / jornalista J. Kenji, do Serious Eats, resolveu tirar à prova a teoria de que os hamburgueres do Mc Donalds não apodrecem. Todos nós já ouvimos falar de pelo menos um dos experimentos nos quais combos do Mc são deixados intocados por vários meses e não apodrecem, - apenas encolhem um pouquinho..
Bem, acontece que essa não é uma característica apenas dos hamburgueres do Mc... qualquer hamburguer ia reagir dessa maneira mesmo.

        Para fazer isso, o jornalista testou a sua amostra mas também com um controle (hamburguer feito de carne, apenas carne, por ele mesmo), em todas a opções abaixo:


Amostra 1: Um hambúrguer normal do McDonald's deixado fora da embalagem, em um prato ao ar livre.
Amostra 2: Um hambúrguer comum feito com carne moída natural, com as mesmas dimensões do hambúrguer do McDonald's, em um pão de hambúrguer comprado
Amostra 3: Um hambúrguer normal de carne moída natural num pão do McDonald's.
Amostra 4: Um hambúrguer do McDonald's em pão comprado.
Amostra 5: Um hambúrguer normal do McDonald's mantido na embalagem.
Amostra 6: Um hambúrguer do McDonald's feito sem sal, deixado ao ar livre.
Amostra 7: Um Quarter Pounder (hambúrguer maior) do McDonald, deixado ao ar livre.
Amostra 8: Um hambúrguer natural feito em casa com as dimensões do Quarter Pounder.
Amostra 9: Um McDonald's Angus Third Pounder (um hambúrguer maior ainda), deixado ao ar livre.

 Todo dia ele pesava cada uma das amostras,  checava indícios de mofo ou de outro tipo de deterioração, sem ter contato direto com os hamburgueres. 30 dias depois, o fato é que nenhum dos dois tipos de hamburguer apodreceram! E ainda mais interessante, o hamburguer feito sem sal também não apodreceu, descartando a hipótese de que o sal que conservaria o produto por mais tempo.

        Os únicos que apresentaram algum sinalzinho de deterioração foram o hamburguer feito em casa e o quarter pound. Por que? Tinham tamanho maior do que os demais, levando mais tempo pra desidratar, portanto dando maior chance à criacão de mofo/bolor. O hamburguer mais fino nao apodrece porque tem uma área de superfície relativamente grande à sua espessura, permitindo à agua evaporar bem mais rápido.

        Bom, agora não se pode culpar o Mc por essa coisa estranha da comida deles não estragar. Lógico que tem ativistas achando 1000 razões para se evitar comer lá. Mas a alegação acima já não procede.

Fonte: Serious Eats

14 outubro 2010

Fast food Sustentável?


O restaurante Burgerville, dos EUA, faz fast food: hamburgueres, fritas, etc. Mas tem um diferencial inusitado: só usa produtos locais (encorajando o comércio da região que atua e diminuindo sua pegada ecológica), recicla o óleo usado em suas frituras e o transforma em biodiesel, seus fornecedores de carne não usam antibióticos/hormônios na criação, dentre outras iniciativas.

Eles também lançam itens de oferta limitada, respeitando a sazonalidade inerente aos produtos vegetais, que têm um gosto melhor e são mais baratos e frescos em sua "época". Enquanto as outras cadeias de fast food vão oferecer sempre o mesmo produto, o ano inteiro, não interessa de onde ele venha (contanto que venha), e também não interessa também se o sabor foi comprometido, ou se está congelado há vários meses.

Essa é uma iniciativa (obviamente que tem seus fins comerciais, dada a nova "onda" sustentável, "locavore", que está pegando nos EUA) que merece ser aplaudida, pois fortalece os fazendeiros da região desses estabelecimentos, e ao mesmo tempo incentiva o consumo responsável.

01 setembro 2010



É, não é boato mesmo...
Apesar de esperarmos que qualquer coisa feita de material orgânico se deteriore / estrague depois de certo tempo, um teste feito pela artista Sally Davis com um lanche e um pacote de fritas do McDonalds vem provando o contrário... Depois de 137 dias (completados agora em Agosto último) esses itens parecem ter pouco sofrido algum tipo de alteração.. A foto acima comprova isso.
Agora, se comida estraga, devemos chamar isso de comida? Ou eles se enquadram em uma categoria especial?
Se tiver interesse, pode checar o progresso completo do experimento aqui.

17 agosto 2010

Mais idéias do Pollan


Sobre o Michael Pollan, vocês já ouviram falar... Agora aqui vão mais idéias do seu livro " Food Rules: An Eater's Manual":

- Coma comida. Não é comida, se vem através da janela do seu carro..

- Não coma em restaurantes que têm filiais.

- Não coma cereais que colorem a cor do leite (a "cor" vem de aditivos químicos).

- Coma toda a junk food que quiser. Contanto que você mesmo a faça. Esta eu acho interessante, porque você vai pensar 2 vezes antes de descascar, cortar, empanar, fritar, lavar a louça, aturar o cheiro de fritura.. Enfim, além de garantir que você não vai comer nada " adicionado" para realçar o sabor da junk food, você vai diminuir o ritmo, porque não vai ser todo dia que a disposição pra fazer tudo isso vai aparecer.

- Se veio de uma planta, coma. Se foi feito em uma planta, não coma. (dispensa comentários)..



Fonte: Slash Food

08 agosto 2010

Você sabia que...

Um hamburguer de fast food pode conter carne de mais de 100 bois?

As batatas fritas de grandes cadeias de fast food sao " flavorizadas" com produtos animais (não especificados)?

Um estudo conduzido nos EUA identificou que mais de 50% das máquinas de refrigerantes de restaurantes testadas estavam contaminadas com coliformes fecais?

O sabor artificial de morango usado em milk shakes contém mais de 50 substâncias, dentre elas, uma responsável pelo " sabor amanteigado" que é usada na fabricação de perfumes (diacetyl)?

Que o fosfato de sódio, utilizado em detergentes, também é encontrado em cafés de redes de fast food?

O markup da batata frita vendida em cadeias de fast food é de em torno de 500%? E o de refrigerantes é de 1200%? Eles são as principais fontes de lucro destes estabelecimentos.


Fonte: All you need to know about fast food.